- Olá! Há quanto tempo...
- Pois é... comé que você está?
- Tô indo... e você?
- Estou bem, na mesma.
- "Na mesma"... Isso quer dizer que você está sempre bem?
- "bem" e "na mesma" usados na mesma frase indicam que a vida anda meio tediosa. Nada vai e nada vem; fica sempre na mesma. Como tenho muita noção de que as coisas poderiam ser bastante piores, digo que estou bem. É uma visão parcialmente otimista do tédio.
(Pq fazer retrospectiva do ano que acabou há menos de um mês seria mole demais)
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Então, aquela história de manter promessas de ano novo não parece estar indo muito bem... mas é que eu demoro pra pegar no tranco. Mais cedo ou mais tarde a negligência me abandona.
Ah, o Jamie Cullum, do post passado: é um jazzista-pop, ou coisa que o valha. Não entendendo de rótulos para músicos, mas também, o que vale é o conteúdo. Quem não conhece, acho que vale a pena colocar o nomezinho dele no youtube e descobri-lo. Provavelmente você já ouviu "Mind Trick" por aí (mesmo pq, alguns sem-coração fizeram uma versão sofrível em português...). É uma dessas músicas que te anima só pela melodia, música alegre, sabe?! Tem cara de fim-de-semana ensolarado viajando com amigos. Pelo menos é o que me vem à cabeça. O Jamie repaginou vários sucessos de antigamente, tipo "I only have eyes for you", "What a difference a day makes", "I get a kick out of you", "In the wee small hours of the morning", "Singing in the rain"... E tb tem músicas originais. Pessoalmente, gosto de todas, me apaixonei a primeira ouvida. Se estiver a toa, experimente, acho que valerá a pena.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
o peso, a leveza e o amor nisso tudo...
Leve o suficiente
para não ser um fardo;
Pesado o bastante
para não se esvair no ar
....................................................................
Os calendários marcam um novo ano, mas as mudanças param por aí. Dessa vez não perdi meu tempo fazendo resoluções de ano novo, das quais certamente iria me esquecer em poucas semanas... é preferível perder tempo com coisas pouco menos improdutivas. Já as coisas produtivas andam fora de meu alcance: o tal hiato criativo continua tomando conta de mim. Com tamanha falta de inspiração, não tenho escrito nem comentários nos blogs preferidos. Mas hoje resolvi me esforçar a escrever algo e, como o resultado até agora não está muito bom, vou parar logo e visitar os blogs alheios - que certamente hão de me inspirar a comentar e, quem sabe em pouco tempo, também a produzir novos escritos próprios e publicáveis.
Ah, "O peso, a leveza e o amor nisso tudo" foi apenas uma anotação feita em um caderninho na época em que li "A Insustentável Leveza do Ser", do Milan Kundera.
Até!
para não ser um fardo;
Pesado o bastante
para não se esvair no ar
....................................................................
Os calendários marcam um novo ano, mas as mudanças param por aí. Dessa vez não perdi meu tempo fazendo resoluções de ano novo, das quais certamente iria me esquecer em poucas semanas... é preferível perder tempo com coisas pouco menos improdutivas. Já as coisas produtivas andam fora de meu alcance: o tal hiato criativo continua tomando conta de mim. Com tamanha falta de inspiração, não tenho escrito nem comentários nos blogs preferidos. Mas hoje resolvi me esforçar a escrever algo e, como o resultado até agora não está muito bom, vou parar logo e visitar os blogs alheios - que certamente hão de me inspirar a comentar e, quem sabe em pouco tempo, também a produzir novos escritos próprios e publicáveis.
Ah, "O peso, a leveza e o amor nisso tudo" foi apenas uma anotação feita em um caderninho na época em que li "A Insustentável Leveza do Ser", do Milan Kundera.
Até!
sexta-feira, 13 de julho de 2007
filosofia da mente para o coração
O que a gente sente devia ser o bastante
o que a gente sabe, sem explicação
Mas estamos sempre em busca de conceitos,
lógica, definições, porquês, razão
Pra quê tudo isso?
Sentir é mais difícil do que explicar
não se aprende em livros
Motivos são fáceis de inventar:
basta um pouco de imaginação,
bom senso e boa vontade
Sentidos
Sentir
sem sentido
Fé
Qualia
conhecimento em primeira mão
o inefável,
o indelével,
o inexplicável,
certeza na primeira pessoa
Eu gosto de você assim,
de graça
Não é porque você gosta do Chico,
do Almodóvar ou do Quintana
Nem porque sua cor favorita é lilás,
ou porque também quer ir pra Londres,
e fazer o sol nascer toda manhã
Não é pelo seu senso de humor
negro,
nem por sua alma
furta-cor
Nem por tudo que você diz saber,
nem pelo que não entende sobre
amor
Foi por tudo isso que eu fiquei,
mas nada disso me trouxe aqui.
Gosto desde antes,
talvez, de sempre.
Não preciso de A+B
Para provar o que sinto
Pode ser intuição,
pode ser instinto
(de sobrevivência ou destruição)
Tanto faz.
A rosa ainda seria uma rosa,
mesmo que se chamasse
Garibaldo.
Eu não seria mais eu
se não tivesse você
ao meu lado.
_____________________________
Qualia [singular: quale, em latim e português]. Termo filosófico que define as qualidades subjectivas das experiências mentais. Por exemplo, a vermelhidão do vermelho, ou o doloroso da dor. (tem mais aqui)
o que a gente sabe, sem explicação
Mas estamos sempre em busca de conceitos,
lógica, definições, porquês, razão
Pra quê tudo isso?
Sentir é mais difícil do que explicar
não se aprende em livros
Motivos são fáceis de inventar:
basta um pouco de imaginação,
bom senso e boa vontade
Sentidos
Sentir
sem sentido
Fé
Qualia
conhecimento em primeira mão
o inefável,
o indelével,
o inexplicável,
certeza na primeira pessoa
Eu gosto de você assim,
de graça
Não é porque você gosta do Chico,
do Almodóvar ou do Quintana
Nem porque sua cor favorita é lilás,
ou porque também quer ir pra Londres,
e fazer o sol nascer toda manhã
Não é pelo seu senso de humor
negro,
nem por sua alma
furta-cor
Nem por tudo que você diz saber,
nem pelo que não entende sobre
amor
Foi por tudo isso que eu fiquei,
mas nada disso me trouxe aqui.
Gosto desde antes,
talvez, de sempre.
Não preciso de A+B
Para provar o que sinto
Pode ser intuição,
pode ser instinto
(de sobrevivência ou destruição)
Tanto faz.
A rosa ainda seria uma rosa,
mesmo que se chamasse
Garibaldo.
Eu não seria mais eu
se não tivesse você
ao meu lado.
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Qualia [singular: quale, em latim e português]. Termo filosófico que define as qualidades subjectivas das experiências mentais. Por exemplo, a vermelhidão do vermelho, ou o doloroso da dor. (tem mais aqui)
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