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domingo, 14 de junho de 2009

ruínas

ruídos calam os ouvidos
o que ressoa é silêncio,
uma ausência ressentida...
resta este sal na boca:
saudade.

os olhos repelem imagens,
enxergam borrões e farrapos
cercada de rostos desconhecidos,
sonhos rotos, perdidos.
trapos humanos, retardos

a imaginação é o último recurso

crio relacionamentos surreais
recolho os restos da memória,
reminiscências,
que coleciono num livro de recortes

rezo para que um deus de ferro
restaure a honra e a sanidade
de seus filhos desamparados, feridos,
pobres desafortunados
e sem fé

num canto solene,
rogo que também repare meus erros
e minimize os reveses do meu caminho

meu suicídio diário

me reinvento a cada manhã
rompendo os vícios
multiplicando os risos
assumindo os riscos
me arrumando
- ou arruinando -
de va gar . . .

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Não sei qual é a desse, nunca o terminei, nem sei como deveria (ou SE vale a pena me esforçar)...
Ah, meus agradecimentos sinceros e emocionados aos que ainda me leem. Minha frágil auto-estima se refestela com os comentáros!
(refestelar-se?! de onde raios surgiu isso?! eu hein, menina esquisita!)