Mostrando postagens com marcador aliteração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aliteração. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de maio de 2009

chhhhhhhh

Chovia uma chuva chata,
insistente,
que nem cheiro de chuva tinha.
Sozinha, saudosa,
sentada num canto da sala vazia,
eu sonhava com o dia
em que voltaria a voar,
dando voltas como o vento,
viajando o mundo todo
num balão amarelo
cantando Beatles
e Barão Vermelho...
Esperando o céu dar a volta por cima,
enxugar as lágrimas
e parar de chorar o dia inteiro-
como se fosse uma menina,
saudosa, sozinha,
sem chapéu e sem sapatos
que, por viver com a cabeça nas nuvens,
por descuido ou por esquecimento,
perdeu a droga das chaves de casa.


-------------------------------------

Meus lapsos de inspiração não têm coincidido com a disponibilidade de tempo/computador/internet/lugar-pra-anotar. Não que os lapsos tenham sido muitos também. Não tenho lido meus blogs favoritos, muito mal vejo o twitter ou meu orkut. É que quando eu tenho tempo me livre, meio que me dou ao luxo de não fazer nada. "meio que" pq eu não exatamente me dou ao luxo, mas simplesmente não luto contra a vontade de fazer nada. Qdo eu tiver internet no estágio, pode ser que as coisas fiquem mais agitadinhas por aqui. Tenho uns três textos querendo ficar prontos. Quem sabe, né!?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Des-

percorro descaminhos,
desconstruo idéias,
conforto-me no desconsolo.

desfaleço procurando,
desencontro-me.
uma vida desfeita em certezas.

descabelada,
desavisada,
desmotivada.

desfocadas, minhas lentes
mostram apenas o deserto.

destôo da palheta de cores,
não faço por desmerecer.
sou um amontoado de ilusões
desmontadas

desperto meu cinismo,
despeço-me do romantismo...
(despreocupe-se, después ele volta.
não há desalmado capaz
de desterra-lo para sempre!)

destemida, caço tigres,
desarmo bombas,
desvendo mistérios
e vendo tudo por aí,
despercebida...

aí eu me desminto:
minha vida é metafórica.
e desaforada.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Implicância

Pego linha e agulha
pra me costurar em você...

Você já chega com a tesoura!

Perco então o fio da meada
e me enrolo.
Peço ajuda à desatadora de nós,
nossa senhora,
que me ensine a desatar-nos!

Começo a tecer uma colcha
de momentos.
Espalho as lembranças,
entrelaço-as cuidadosamente...
Depois de muito trabalho,
estendo a colcha no chão
pra você passar.

Mas você voa e nem vê!

Desisto,
não quero mais saber!
Dobro nosso memorial
com desvelo revoltado
e o acomodo em um baú,
que tranco a cadeado.
A chave, jogo fora...

E você a pega no ar!

sábado, 11 de agosto de 2007

Partitura

Eu dei a partida
Ou será que foi você?
Não importa,
eu invento,
fui eu.

Caixinha por caixinha,
construí um monumento,
uma ode à surpresa,
ao acaso e ao momento.

Tive que ir,
sem querer,
insegura,
segurando sonhos
e juras.

Quando voltei
você me partiu.
Num verso, fiquei.
Revoltada,
parti.

Mas aí...

O vento sopra uma palavra
danadinha e safada,
que chega cabriolante,
repousa sobre meus ombros,
toma fôlego... e salta!
Uma vez,
duas, três,
até alcançar os ouvidos:
es pe ran ça.

(Esperança é quando
a espera dança
ao som de Elis,
de longo azul celeste,
feito criança)

Com copo de whisky na mão
e um band-aid no calcanhar,
alego insanidade
(em tão tenra idade!)
e revolto ao encanto,
frente e verso,
no meu canto de reverso.

terça-feira, 10 de julho de 2007

breves

..::..

Desperto
Disparo
De perto
Destroços

..:::..

alguma coisa
aqui dentro
me consome

mas depois
que passsa
o tempo
some

..::..