domingo, 14 de junho de 2009

ruínas

ruídos calam os ouvidos
o que ressoa é silêncio,
uma ausência ressentida...
resta este sal na boca:
saudade.

os olhos repelem imagens,
enxergam borrões e farrapos
cercada de rostos desconhecidos,
sonhos rotos, perdidos.
trapos humanos, retardos

a imaginação é o último recurso

crio relacionamentos surreais
recolho os restos da memória,
reminiscências,
que coleciono num livro de recortes

rezo para que um deus de ferro
restaure a honra e a sanidade
de seus filhos desamparados, feridos,
pobres desafortunados
e sem fé

num canto solene,
rogo que também repare meus erros
e minimize os reveses do meu caminho

meu suicídio diário

me reinvento a cada manhã
rompendo os vícios
multiplicando os risos
assumindo os riscos
me arrumando
- ou arruinando -
de va gar . . .

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Não sei qual é a desse, nunca o terminei, nem sei como deveria (ou SE vale a pena me esforçar)...
Ah, meus agradecimentos sinceros e emocionados aos que ainda me leem. Minha frágil auto-estima se refestela com os comentáros!
(refestelar-se?! de onde raios surgiu isso?! eu hein, menina esquisita!)

12 comentários:

Ricardo Almeida disse...

Adoro seus escritos! Qual é a desse? A de sempre: o nosso suicídio diário...
Beijosss

ju rigoni disse...

Você sabe que, prosa ou poesia, eu gosto muito do que escreve. Portanto, minha opinião será sempre suspeitíssima. E estou feliz por saber que seu blogue ainda está ativo. Preciso rever os linques nos blogues mais antigos, (porque acho que o endereço do Paracetamol não é mais o mesmo), e inseri-lo nos mais novos. (Você sabe que essa sua velha e destrambelhada tia tem uns trocentos blogues, né?...)Depois, vou fazer isto com calma.

Quanto aos selinhos, adorei! Logo vão estar na minha página de Memes e Selos (que chique!) do Fundo. Obrigadíssima, Lu!

Bjs, inté, e não esqueça de aparecer aqui em casa para variar, né dona Lu!?

Coral disse...

cometário sobre o poema no post abaixo

Adrielly Soares disse...

eu amei esse texto. AMEI, e pra mim tá perfeito assim, adoro quando palavras podem ser lidas assim nos poemas de va gar, ou quando são todas juntas,ou quand são em letra maiúscula. Acho que é uma comunicação do autor com quem lê avisando olhavocêtemquelerdessejeito. Gosto.
AMEI.


[ ahh mil beijos pelo selo. *-* ]

;*

Adrielly Soares disse...

Ps: você me acompanha desde SEMPRE e é super recíproco.
Linda.
;*

si disse...

salve, lu morena, que reinventar-se a cada manhã, com novos atos nascentes, com a linha do horizonte no rés-do-chão de nossos abraços e laços, é o que nos toca, permintido fazer-nos vulneráveis, a única forma de salvar-nos.
b
luis de la mancha.

Karina Lerner disse...

acabou, oras! pq não?
de-va-gar, pq assim soa mais sério! :o)

bjs!

Paula Souzza. disse...

AH, eu tenho problemas com isso!
adoro opiniões. e como boa leonina, qualquer bom comentário me traz um sorriso. HAHAHA

beijin

Fern. disse...

Minha avó falava refestelar...rs.Nostalgia o nome disso.
O mar de sentimentos que nos assola e se vai com a maré.Saudade o nome disso.

xu, obrigada pelos elogios no meu blog, vc é uma querida mesmo.

E te digo o mesmo, obrigada por ser uma das que me leem, e desde sempre.Me refestelo na tua amizade e carinho.

Beijos carinhosos!

Fern. disse...

Ah e super obrigada pelo selo!Adoro!=)

Coral disse...

Tô esperando post novo, hehe...

Bjs.

Fern. disse...

Oi,xuxu!
Deixei um meme pra vc lá no Espelho, passa lá!;)

Beijos!